Psicologia

 


 
 

Psicossomática


Segundo a Organização Mundial da Saúde (O.M.S.), “Saúde é o total bem-estar bio-psico-social do homem.” 

Doença : seja ela qual for, pode ser entendida como uma perturbação não resolvida no equilíbrio interior do ser vivo e em sua interação com o ambiente que o cerca. A este equilíbrio entendemos as constantes químicas, físicas e psíquicas, e essas constantes têm limites estreitos de variações e tolerâncias. A perturbação deste equilíbrio – isto é, a instalação da doença – pode surgir tanto do interior do indivíduo quanto do meio externo. Mas em qualquer dos casos, a primeira reação do organismo é tentar restabelecer o equilíbrio, seja eliminando o que perturba, seja se adaptando à nova situação.

As perturbações do meio externo que alteram o equilíbrio são múltiplas, mas podemos citar:

-Sócio Culturais Alimentação inadequada ou precária; baixos níveis de higiene; pouco ou nenhum lazer; moradias inadequadas; falta de saneamento básico; pressões sociais.

-Pessoais – Relacionamento (família, amigos, trabalho), Educação, Posição social, Status, Religião, Sexo, Amor, Acidentes pessoais, Trabalho

-Ecológicas – Más condições ambientais (clima,. Água, temperatura) Poluição (atmosférica, sonora, visual)

-Genética – Herança ou predisposição genética: alterações congênitas

-Psíquicas – Personalidade, reações ao stress e ao “Não”, relações com objetos primários e com outras pessoas na primeira infância.

 A  NECESSIDADE DE ADOECER

 Os grandes filósofos e médicos da antiguidade já diziam que o principal fator causal das doenças é a conduta do indivíduo e suas conseqüências.

Acredita-se hoje que adoecer é uma necessidade do indivíduo, de tal forma que a doença ou a saúde seriam “opções de vida do sujeito titular do corpo”.

O que desencadeia a opção pela doença?

-A doença é uma válvula de escape dos conflitos intrapsíquicos e emocionais.

-Incapacidade da pessoa exprimir de forma adequada suas emoções, sentimentos e sensações.

-O desejo de autopunição.

-Ganhos secundários que a doença orgânica traz consigo. 

Quando adoecemos, elegemos um órgão para externalizar a doença de todo o nosso ser. Este órgão é escolhido por ser o órgão com menos resistência no organismo do indivíduo, ou por ter correlação e simbolismo com os conflitos internos, ou ainda, por ser o órgão aprendido como ideal .

Os processos desencadeadores do adoecer estão estreitamente ligados às perdas e frustrações vividas pelo indivíduo, e à elaboração ou não destes fatos. O stress, tanto físico quanto psíquico, e a baixa tolerância ao não, também são fatores desencadeantes.

 Os seguintes distúrbios de saúde podem ser conseqüências dos referidos principais estados emocionais, psíquicos ou espirituais da pessoa:

-Tumores;

-Falência de órgãos;

-Degenerações de células e órgãos;

-Ulcerações;

-Neuroses;

-Psicoses;

-Queda de resistência aos vírus e bactérias;

-Infecções;

-Micoses;

-Alergias;

-Insônia;

-Baixo desempenho intelectual, sexual;

-Tendência à obesidade, ao alcoolismo e à -dependência aos remédios e drogas;

-outras.

 A nossa saúde é um reflexo das nossas crenças e pensamentos.

Quando descobrimos o padrão mental que está por detrás de cada doença, temos a oportunidade de modificá-lo e de nos curar.

Nosso corpo está sempre falando conosco.

Ele é o nosso professor, que nos avisa quando insistimos num comportamento que nos faz mal.

- Texto inspirado no livro A Doença como Caminho, Editora Cultrix

 


 

Tânia Taglieri é psicóloga clínica

pós-graduada em Psicossomática pela Faculdade de Ciências e Saúde de São Paulo
 

 

 

 

 

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